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Vereadora do Psol é morta a tiros quando seguia de carro para casa no Rio de Janeiro
15/03/2018 - 5h52 em Politica

Segundo informações da Polícia Militar, bandidos em um carro emparelharam ao lado do veículo onde estava a vereadora e dispararam. Marielle Franco e o motorista dela morreram na hora

 

A vereadora Marielle Franco (Psol), de 39 anos, foi morta a tiros na Rua Joaquim Palhares, no Estádio, zona norte do Rio de Janeiro, na noite desta quarta-feira (14), quando seguia em um carro para sua casa na Tijuca. O motorista que estava com ela também foi morto na ação. Uma assessora de Marielle estava no veículo, mas sobreviveu. As informações são do portal G1.

 
 

Segundo as primeiras informações da Polícia Militar, bandidos em um carro emparelharam ao lado do veículo e dispararam. A vereadora estava no banco de trás do automóvel Ágile. Eles fugiram sem levar nada. A Polícia Civil recolheu pelo menos oito cápsulas no local. Marielle tinha acabado de sair de um evento chamado “Jovens Negras Movendo as Estruturas”, na Rua dos Inválidos, na Lapa, segundo o jornal O Globo.

Nascida e criada no Complexo da Maré, na zona norte do Rio, Marielle foi a quinta vereadora mais votada da cidade nas eleições de 2016 com 46.502 votos. Socióloga formada pela PUC-Rio e mestra em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF), teve dissertação de mestrado com o tema “UPP: a redução da favela a três letras”.

 

Trabalhou em organizações da sociedade civil como a Brasil Foundation e o Centro de Ações Solidárias da Maré (Ceasm). Coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ao lado do deputado estadual Marcelo Freixo (Psol). Na Câmara, presidia a Comissão da Mulher.

Em seu site, Marielle afirma ter iniciado sua militância em direitos humanos após ingressar no curso pré-vestibular da comunidade e perder uma amiga, “vítima de bala perdida, num tiroteio entre policiais e traficantes no Complexo da Maré”.

Ela era contra a intervenção federal na segurança pública do Rio. No mês passado, disse que a intervenção militar era uma farsa. “E não é conversa de hashtag. É farsa mesmo. Tem a ver com a imagem da cúpula da segurança pública, com a salvação do PMDB, tem relação com a indústria do armamentismo”, afirmou.

Repercussão

Logo após a divulgação do crime, as redes sociais manifestaram pesar pelo assassinato de Marielle. “Estou extremanente chocada com a notícia da morte de Marielle Franco. Uma menina empoderada, com brilho próprio, repleta de sonhos. É difícil de acreditar”, escreveu a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

A ex-deputada Manuela D’Ávila, pré-candidata a presidente pelo PCdoB, também lamentou o ocorrido. “Chocada e triste com o assassinato da vereadora do PSOL no Rio. Ninguém vai calar as mulheres que lutam, Marielle”, disse.

 

GAZETA DO POVO

 

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